quinta-feira, 12 de março de 2009

Escola Ribeirinha no FSM



As alunas da Escola Ribeirinha de Negócios, integrantes do MMIB (Movimento de Mulheres das Ilhas de Belém), marcaram presença no Fórum Social Mundial. Com estande próprio, elas venderam produtos feitos durante as oficinas, especialmente as biojóias, e relataram para os visitantes um pouco da história da Escola. Além de seu estande, na área de comunidades do Fórum, as alunas ainda estiveram presentes no estande do Instituto Peabiru, onde também puderam demonstrar seus produtos. A renda das vendas foi toda revertida para o prórpio grupo de alunas.

Postado por Michelli Byanka Almeida

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Empresários visitam Escola Ribeirinha



No último dia 10 de janeiro, os empresários Ronaldo Batista e Milene Pinheiro, donos da franquia das sandálias Havaianas no aeroporto de Belém, visitaram a sede do MMIB (Movimento das Mulheres das Ilhas de Belém), em Cotijuba, onde é desenvolvido o projeto da Escola Ribeirinha de Negócios, realizado pelo Instituto Peabiru. Maria do Carmo Calado, dona da empresa de embalagens artesanais Ornatus também esteve presente, e já agendou uma oficina de embalagens com folhas desidratadas junto às mulheres do MMIB.

Além de administrar a franquia das sandálias Havaianas ao lado de sua esposa Milene Pinheiro, que trabalha com a customização das sandálias, o empresário Ronaldo Batista também desenvolve um trabalho de personalização de sandálias. Os empresários visitaram a sede em Cotijuba para propor uma parceria com o grupo de mulheres para a customização das sandálias com sementes da ilha. Se a parceria der certo, a intenção é colocar as peças à venda nas lojas do aeroporto. “Podemos aliar o nosso trabalho ao da Maria do Carmo e vender as sandálias em embalagens de folhas desidratadas”, cogita Ronaldo. Lembrando que a renda das vendas será revertida em investimentos na própria Escola Ribeirinha.

Ribeirinha de Gurupá, Maria do Carmo descobriu as muitas possibilidades de uso que as folhas desidratadas oferecem e desde então tem desenvolvido técnicas e oficinas de embalagens ecológicas utilizando tingimentos naturais como o urucum. A artesã, que trabalha com folhas de cacau, cupuaçu e outros frutos, coordena atualmente oito grupos produtivos para atender sua demanda. “É importante descobrir uma afinidade e manter-se fiel à ela. Se não der certo numa primeira vez, temos que persistir até conseguirmos realizar nossos sonhos”, disse Maria do Carmo, incentivando o grupo de mulheres que ouviu atentamente seu depoimento. Em 2005, ela esteve na Argentina ministrando uma oficina, em 2007 foi á França a convite do Governo e já recebeu dois prêmios FINEP (Financiadora e de Estudos e Projetos) de inovação. No MMIB, a empresária realizará suas oficinas de embalagem nos próximos dias 7 e 8 de fevereiro.
Postado por Michelli Byanka Almeida

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Cotijuba


Cerca de 1/3 da superfície de Belém é de ilhas (39 ilhas), a maioria sem serviços básicos, onde vivem 20 mil ribeirinhos. Cotijuba é uma das que apresenta maiores alterações recentes. É alcançada somente por barco, há cerca de 20 km do centro da cidade. Sua população está em torno de 5 mil pessoas.
Em 20 anos, Cotijuba adquire caráter peri-urbano, transforma-se em moradia na periferia da metrópole. Iniciam-se as invasões, violência, especulação imobiliária, lotação nos serviços públicos.
A renda média mensal dos 110 associados ao Movimento das Mulheres das Ilhas de Belém moradores das Ilhas de Belém, especialmente Cotijuba, Urubuoca, Paquetá, Jutuba e Ilha Nova - está entre US$ 2/dia a US$ 4/dia, com crescentes dificuldades de acesso a recursos naturais, comprometendo significativamente seus Meios de Vida Sustentáveis.